saúde
05/10/2026

Como a primavera afeta sua respiração?

Maior presença de pólens no ar pode intensificar sintomas de rinite alérgica durante a estação.

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Com a chegada da primavera, coriza, espirros, lacrimejamento e vermelhidão nos olhos tendem a se tornar mais frequentes entre pessoas suscetíveis a alergias respiratórias. Uma das razões está na polinização característica deste período, que aumenta a presença de aeroalérgenos no ambiente e pode desencadear ou intensificar crises de rinite alérgica.

No Sul do Brasil, pólens de gramíneas, como o azevém, estão entre os agentes associados às crises nesta época do ano. Presentes em áreas de cultivo, pastagens, terrenos e margens de estradas, essas partículas são facilmente transportadas pelo ar. “O pólen pode percorrer grandes distâncias, por isso nem sempre evitar o contato direto com plantas e áreas verdes é suficiente para prevenir os sintomas”, explica a médica otorrinolaringologista, Dra. Lina Ana Hirsch Kohler.

A rinite alérgica é uma condição frequente e pode ter repercussões importantes na rotina de quem convive com os sintomas. “Estima-se que cerca de 30% da população tenha rinite alérgica e, em alguns pacientes, ela pode afetar de forma expressiva a qualidade de vida. Os pólens são aeroalérgenos e podem ser transportados pelo vento por distâncias de até 150 quilômetros”, destaca a médica.

Segundo Dra. Lina, alguns cuidados cotidianos podem ajudar a diminuir a exposição nos períodos de maior polinização. “Entre 6h e 9h da manhã há maior concentração de pólen no ar, por isso a orientação é manter as janelas fechadas nesse período e também em dias de muito vento. Para ventilar a casa, é preferível o período da tarde, quando os níveis tendem a diminuir”, orienta. Fazer a limpeza com panos úmidos e evitar secar roupas e roupas de cama ao ar livre durante os meses de maior polinização, especialmente agosto e setembro, também estão entre os cuidados indicados.

Ao retornar para casa, trocar de roupa e realizar a higiene nasal com soro fisiológico são outras medidas que podem auxiliar na redução do contato com os alérgenos. A intensidade e a frequência dos sintomas, entretanto, variam de pessoa para pessoa e precisam ser consideradas na definição da abordagem.

“É importante avaliar atentamente os sintomas e fazer o diagnóstico correto para que o tratamento seja efetivo. Quando eles são persistentes ou interferem na qualidade de vida, é indicada a avaliação médica”, finaliza Dra. Lina.


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