A arte e a ciência por trás de um café especial garantem a entrega de qualidade e o sabor único.
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O café está presente em praticamente todas as casas brasileiras. Seja no início do dia, em uma pausa no trabalho ou em um encontro com amigos, ele acompanha histórias, hábitos e memórias. Mas, antes de chegar à xícara, esse grão tão cotidiano percorre um longo e complexo caminho — especialmente quando falamos de cafés especiais.
Em Chapecó, a Giulietta Cafés se destaca justamente por valorizar e respeitar cada etapa desse processo. Com uma torrefação própria, a marca atua de forma minuciosa, com o compromisso de oferecer ao consumidor muito mais que uma bebida: uma experiência sensorial que envolve técnica, sensibilidade e qualidade.
O caminho até a torra
O café especial começa muito antes da torrefação. Tudo influencia na qualidade do grão: o preparo do solo, a altitude da plantação, o clima, a colheita, o beneficiamento e a classificação. É um produto vivo, afetado por fatores naturais e pelo cuidado humano. Quando atinge a categoria de “café especial”, ele passa a ser avaliado também por pontuação, baseada em atributos como aroma, sabor, acidez, corpo e finalização.
A Giulietta Cafés trabalha exclusivamente com grãos brasileiros que já passaram por esse rigoroso processo de seleção. É a partir daí que começa a etapa realizada em Chapecó: a torra artesanal, que exige conhecimento técnico e sensibilidade aguçada.
“O processo de torra do café especial é minucioso e delicado, ele exige precisão e sensibilidade. Qualquer pequena variação, impacta diretamente no sabor e na acidez do café”, explica Kauan Zamboni, responsável pela torra na Giulietta. Segundo ele, cada café tem sua curva ideal de temperatura, tempo e fluxo de ar, o que influencia diretamente as notas sensoriais percebidas na bebida.
“Hoje, nosso principal café é o Romeo Clássico, que possui notas de chocolate, caramelo e melaço com uma acidez de média a baixa. A torra dele exige uma curva diferente de um café com notas mais frutadas, por exemplo. É preciso cuidado com a temperatura de entrada e de saída, para que o resultado seja exatamente o que buscamos”, detalha o torrador.
Mas não basta conhecimento técnico. Para atingir a excelência, o trabalho de um bom torrador exige algo a mais. “Além de entender de física e química, é preciso ter uma pitada de arte”, destaca Carolina Giacomelli Vivian, sócia- -proprietária da Giulietta. “Estamos lidando com elementos sensoriais que são subjetivos, não exatos. É necessário sensibilidade e atenção aos detalhes para garantir que o café entregue o que promete. E vale lembrar que, quando falamos de cafés especiais, essas notas sensoriais são extraídas do próprio grão, não há interferência com aromatizantes ou saborização para atingi-las, como é de praxe em cafés fora dessa categoria”
Além da torrefação, a Giulietta também atua na comercialização do café em suas lojas físicas. A proposta é oferecer não só o produto, mas também conhecimento. “Queremos que o cliente saiba o que está consumindo, de onde vem o café, como é o fruto, qual o seu perfil sensorial. Isso muda completamente a forma como se aprecia a bebida”, afirma Carolina.