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08/12/2025

Depressão sazonal

Será que isso existe mesmo?

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FVcomunica!

Muita gente percebe que, em certas épocas do ano, o humor parece “cair”. Os dias ficam mais curtos, a luz diminui, a rotina muda – e alguns indivíduos começam a sentir uma tristeza mais intensa que vai além do normal. Esse quadro tem nome: depressão sazonal, também conhecida como Seasonal Affective Disorder (SAD). “É um tipo de depressão que aparece de forma previsível em determinada época do ano, geralmente no outono e inverno, e melhora quando chega a primavera ou o verão”, explica a psiquiatra Rafaela Pavan.

E não, não é “frescura”, não é preguiça, nem falta de força de vontade. “É uma condição clínica real, relacionada principalmente à redução da luz solar e às mudanças no nosso relógio biológico”, salienta a médica.

Conforme Dra. Rafaela, acredita-se que a depressão sazonal esteja ligada a alguns fatores, como menor exposição à luz natural, que afeta o ritmo do sono e da energia; aumento de melatonina, o hormônio do sono, que pode causar mais cansaço e lentificação; mudanças na rotina, menos atividades ao ar livre e maior isolamento.

Mas nem todo mundo desenvolve o quadro – algumas pessoas são mais sensíveis a essas variações.

Entre os principais sintomas (mais comuns no outono/inverno), temos: tristeza persistente, cansaço exagerado, sono aumentado (vontade de dormir o tempo todo), mais fome, especialmente vontade de carboidratos e doces, baixa energia e falta de motivação, dificuldade de concentração, isolamento social e perda de interesse em atividades antes prazerosas.

Dra. Rafaela ainda diz que, embora menos comum, existe também o SAD de verão, que pode causar mais ansiedade, irritabilidade, insônia e perda de apetite.

Mas como saber se é isso? “Os sintomas começam e terminam sempre na mesma época do ano e se repetem por pelo menos dois anos seguidos, mas no restante do ano, a pessoa volta ao seu funcionamento habitual. Mas existem tratamentos, e os mais simples têm a ver com estilo de vida: atividade física matinal, rotina de sono, se expor à luz natural sempre que possível. Se necessário, psicoterapia e medicação”, orienta.

Por isso sempre é importante lembrar: não existe saúde sem saúde mental! Como você está cuidando da sua?  

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