O ano era 2003 e eu tenho alguns palpites…
FVcomunica!
Você comprava os CDs originais das suas bandas favoritas; demorava horas baixando músicas para ouvir de maneira ilegal pela internet; arranjava aqueles CDs piratas de coletâneas, ou trilhas de novela; o Myspace bombava e você descobria os grupos indie que ninguém conhecia e, caso uma música fizesse sucesso, ficava com ciúmes. Enfim, o mundo era muito diferente! Que bom que, depois de 19 anos, temos a oportunidade de falar sobre música num espaço tão legal quanto a Flash Vip, com a possibilidade de buscar muitas outras referências, mais acessibilidade às obras de artistas do mundo.
A Black Music invadiu as rádios, as novelas, as coletâneas e os fones da turma no ano de 2003. Nelly e Kelly Rowland performaram a balada Dilemma, hit absoluto até os dias de hoje. 50 Cent quebrava a banca com o In Da Club, clássico que voltou através das trends nas redes sociais. E quem estava lá? Beyoncé, com o primeiro single de seu disco solo: Crazy In Love. E aqui, 19 anos após, vibramos com o lançamento de Renaissance, o 7º álbum da cantora. Queen B, influenciada pela house music e disco, apresenta canções de protesto e homenagens a negros e figuras LGBTQIA+ de outras gerações. É um absurdo o quanto esse álbum é bom, dançante e cheio de mensagens secretas, desde a capa, até em algumas faixas.
Se no item anterior tratamos de rainha, que tal falar de rei? Terno Rei! Banda paulista, apadrinhada pelo líder do Skank, Samuel Rosa, e que está presente em todos os grandes festivais da atualidade. Durante o período pandêmico a banda apareceu nacionalmente com um rock melancólico, recheado de sintetizadores e letras urbanas cortantes, do terceiro disco, Violeta, lançado em 2019. Os clipes são profundos, com uma direção muito atenta, que consegue transferir para imagens a vibe das canções. No início de 2022 lança Gêmeos, mais solar que o anterior, porém com aquela melancolia gostosinha, sabe? Talvez a canção Dias de Juventude, primeiro single do trabalho, consegue sintetizar quando o vocalista Alê Sater canta: Dias de nostalgia. Além dos clipes, a banda alimenta suas redes com imagens das GIGs e até mesmo videoaulas para que os seguidores possam tocar seus sons.
As iniciativas que dão luz à cultura e arte precisam também ficar em evidência. O Oeste Autoral é um projeto capitaneado pelos artistas João nas Nuvens e Laura Tereza. Em locais diversos, e com caráter beneficente, artistas do Oeste catarinense apresentam seus trabalhos, aos ouvidos e olhares atentos do público presente. Até a publicação desta revista, foram três edições, com a etapa final celebrada em um domingo ensolarado na Casa dos Fundos, um jardim secreto no centro de Chapecó.
Que a arte tome todos os lugares, inclusive, várias páginas das próximas 99 edições dessa revista! Vida longa à arte local, vida longa à Flash Vip!