Socialização primária e associações positivas são ótimas alternativas para adestrar o seu doguinho.
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A fase em que os cães são filhotes é encantadora! Eles descobrem a cada dia que passa um novo cheiro, sons diferentes e as diversas possibilidades oferecidas pelo ambiente em que vivem. E é também normalmente o momento em que os tutores têm mais dúvidas em relação à criação deles.
Os primeiros meses de vida dos cães passam rápido, mas são valiosos. Como afirma a especialista em comportamento canino, Lúcia Helena Franco, proprietária da Dog Show Chapecó – escola de educação canina – o momento é chamado de socialização primária. “É como se fosse uma janela que se abrisse na mente do cão e todas as informações que ele recebe nesse período vão ficar fixadas na mente dele para o resto da vida”. Isso explica, por exemplo, porquê cães que foram maltratados quando pequenos levam consigo o trauma para a fase adulta e velhice.
A socialização primária coincide com a fase de vacinação, período em que, normalmente, os cães ficam mais confinados e isolados. E como Lúcia ressalta, é necessário apresentar os filhotes às pessoas, aos outros animais e a barulhos diversos antes mesmo de serem imunizados. “Já no início da vida, o filhote precisa começar a conhecer o mundo de forma segura e controlada, pois depois de vacinado ele já vai estar com quatro meses e a chance dele demonstrar receios e medos ao crescer é muito alta”, afirma.
Os tutores podem perceber que é muito comum os filhotes morderem o que se possa imaginar, desde as suas mãos, até a barra das calças, sapatos e os móveis. A Médica Veterinária explica que o comportamento faz parte do instinto natural da espécie canina e se acentua nos filhotes. "Assim como nos humanos, é na fase inicial da vida que ocorre a troca de dentição, os dentes de leite caem e a gengiva coça, por isso o comportamento. Precisamos canalizar essa necessidade de morder para objetos que podem ser roídos e não apresentam problemas de soltar pedaços e serem engolidos pelo cão. Exemplos são os ossos, cartilagens e brinquedos recheados, que vão entreter a boca do animal”, indica.
Não apenas em relação às mordidas, mas também em diversos outros contextos do cotidiano canino, é possível ensinar o filhote. Caso o tutor sinta dificuldades no adestramento do seu pet, é possível contar com o auxílio de um especialista em comportamento canino, pois o profissional irá dar dicas relevantes, aproveitadas em toda a vida do cão. "É importante ressaltar que cães com mais idade também aprendem. Isso é possível com as socializações e associações positivas”, finaliza Lúcia Franco.
Lúcia Helena Maia Franco
Médica Veterinária
Acesso Florenal Ribeiro
Chapecó/SC
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