Escolher a estrutura certa é outra história.
Felipe Souza
Nas últimas décadas, o Brasil avançou muito na desburocratização para quem deseja empreender. Hoje, abrir uma empresa é um processo relativamente rápido e acessível, especialmente com a criação do Microempreendedor Individual (MEI), que permitiu a milhares de brasileiros saírem da informalidade e desenvolverem seus negócios de forma regular.
Apesar da maioria dos empreendedores acreditar que abrir um CNPJ é apenas uma questão tributária, a escolha da estrutura empresarial envolve decisões jurídicas importantes que podem impactar diretamente a segurança do patrimônio, o crescimento da empresa e até mesmo a sucessão do negócio no futuro.
O MEI, por exemplo, foi criado para atender atividades de pequeno porte, com faturamento limitado e regras muito simplificadas. Trata-se de uma excelente porta de entrada para quem está iniciando sozinho sua jornada empreendedora, permitindo sair da informalidade.
Entretanto, à medida que o negócio cresce, muitas vezes torna-se necessário migrar para outras estruturas empresariais, como a Microempresa (ME) ou a Empresa de Pequeno Porte (EPP), que permitem maior faturamento e oferecem mais possibilidades de expansão.
Outro ponto que costuma gerar dúvidas é a diferença entre a forma jurídica da empresa e o regime de tributação escolhido.
É comum ouvir alguém afirmar que possui uma “empresa do Simples Nacional”. Na verdade, o Simples Nacional não é um tipo de empresa, mas sim um regime tributário que unifica o recolhimento de diversos tributos em uma única guia, reduzindo burocracias e simplificando obrigações fiscais.
Embora cada caso possua suas particularidades, é possível dizer que o empreendedor precisa analisar três aspectos fundamentais antes de escolher a estrutura do seu negócio:
Empreender exige coragem, dedicação e visão de futuro. Mas também exige organização jurídica.
Afinal, abrir um CNPJ pode ser simples. Escolher a estrutura correta para proteger e desenvolver o seu negócio é uma decisão muito mais estratégica.
Por isso, antes de decidir, consulte sempre um advogado.