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13/10/2025

A evolução da cirurgia de amígdalas e adenóide

Tecnologia de radiofrequência garante um pós-operatório mais tranquilo e recuperação rápida.

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A cirurgia das amígdalas e da adenóide pode ser um desafio para muitas pessoas. Se bem indicada, não haverá danos no sistema imunológico do paciente, pelo contrário, trará mais qualidade de vida, respiração adequada e sono mais reparador.

Conforme a otorrinolaringologista Lina Ana Hirsch Kohler, queixa de roncos, respiração de predomínio pela boca, sono agitado e dificuldade de concentração são sinais de alerta e devem ser investigados, principalmente em crianças. “Quando indicamos o procedimento cirúrgico, as perguntas mais frequentes são: ‘É muito doloroso? Pode ocasionar sangramento? Quais são os riscos?’”, relata Dra. Lina Ana e completa: “Costumo dizer que nenhuma cirurgia é simples, porém existem procedimentos considerados de baixo risco, e a amigdalectomia e adenoidectomia se enquadram nessa categoria. Por ser uma região muito vascularizada e inervada, a dor é uma queixa comum nesses pacientes”.

A médica ressalta que há pouco mais de um ano, a cidade de Chapecó dispõe da tecnologia de radiofrequência para realizar esse procedimento. Trata-se de uma técnica menos invasiva, com a temperatura mais baixa, o que preserva os tecidos vizinhos, causando menos danos. Desta forma, há melhora no desconforto pós-operatório, diminuindo significativamente a dor e o risco de sangramento. 

“A recuperação também é mais rápida, o paciente alimenta-se melhor mais precocemente e o retorno às atividades se dá também com mais rapidez. Em resumo, é uma tecnologia mais moderna e mais confortável, que pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes com menos riscos”, explica Dra. Lina Ana.

Além de benefícios diretos na respiração e no sono, a cirurgia pode refletir em diferentes aspectos da vida do paciente. Crianças que antes sofriam com sono agitado e dificuldade de concentração tendem a apresentar melhora no rendimento escolar, maior disposição para brincar e se desenvolver. Já em adultos, o impacto é sentido na energia para as atividades do dia a dia, cessando os episódios de infecções recorrentes de garganta, que comprometem a rotina.

Ainda assim, a otorrinolaringologista ressalta que cada caso deve ser analisado de forma individual. “Nem sempre a cirurgia é necessária, existem situações em que outros tratamentos podem ser eficazes. O fundamental é realizar uma avaliação médica detalhada, considerando histórico, sintomas e exames. Quando bem indicada, a cirurgia se torna um recurso valioso para devolver saúde, bem-estar e qualidade de vida ao paciente”, finaliza a médica. 

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