Como costuma reagir quando falha? Você se cobra demais?
Gabriela Cover
Já parou para pensar quanta coisa você já deixou de fazer por medo de falhar? E será que é somente o medo de falhar ou medo do que os outros vão pensar caso isso aconteça? Gosto muito de uma frase de Freud que define exatamente isso que estou querendo dizer: “Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons.”
Na tentativa de sermos perfeitos, para nos sentir aceitos, muitas vezes nos tornamos exigentes e rígidos demais em nossas próprias vidas, sem perceber que o chicote da autocrítica somos nós mesmos que seguramos. Cobramos muito de nós. Exigimos muito de nós. Se quer ser melhor para si mesmo, desapega da perfeição e aceita a aventura de ser humano. Acolha as suas emoções e lide melhor com as suas falhas. Flexibilize com você mesmo e aprenda a ligar um botão chamado “não estou nem aí para o que vão pensar”.
Muitas vezes, esperamos estar prontos, preparados, capacitados, para só então iniciar algo novo, arriscar, experimentar novas possibilidades. Se pudesse te dar um conselho, seria este: Primeiro comece, depois fique bom. Não existe momento perfeito, você deve criar as próprias oportunidades (e esteja disposto a falhar – e aprender com as falhas).
Pessoas que vivem a vida com verdadeira leveza são pessoas flexíveis diante de si mesmas, da vida e dos outros. Que não se cobram tanto. O que acontece é que a inflexibilidade e autocobrança são, muitas vezes, um indício de uma enorme fragilidade na sua autoestima. É a insegurança que nos faz querer controlar a vida, endurecendo as nossas convicções, emoções e atitudes, criando exigência e rigidez consigo e com os outros.
A falta de flexibilidade e de resiliência interna torna a sua rotina pesada, te faz perder horas e horas a lamentar o que não deu certo e esgota a sua energia a tentar manter as coisas como acha que é “certo – perfeito”. Dica de ouro: Quando falhar, diga “Falhei, o que eu posso aprender com isso?”. Não se lamente. Desculpe-se e aprenda a lição. O primeiro “perdão” deve partir de você para você, e não do outro.
Experimente se flexibilizar mais, experimente flexibilizar a sua atitude e capacidade de tolerar a falha, não se cobrar tanto. Experimente relaxar a autocrítica e o autojulgamento. Experimente fazer aquilo que te faz feliz, sem medo de falhar. Experimente cobrar menos dos outros. Julgar menos os outros. Experimente.