Imagine-se diante de um espelho que reflete não sua própria imagem, mas uma versão distorcida, idealizada e superficial. Alguém que você não reconhece mais. Um reflexo projetado por outra pessoa, alguém sedutor, carismático e cativante...
Carol Bonamigo
...Mas que por trás de sua fachada encantadora, revela-se um ser manipulador e egocêntrico, movido por um vazio insaciável de admiração. Quando revelada, a moldura deste espelho é segurada por um narcisista.
Eles podem estar inseridos em todas as esferas. Na sua vida profissional, no seu círculo de amizades, no seu núcleo familiar ou dormindo ao seu lado. Pessoas narcisistas geralmente são egoístas, sentem-se merecedoras de tratamento especial e privilégios e se relacionam com os outros de maneira antagônica. Infelizmente, não temos como evitar encontros com pessoas narcisistas ao longo de nossas vidas, mas podemos aprender a detectar seus padrões comportamentais para sermos menos afetados por eles.
O termo é muito comum e difundido na cultura, na arte e na literatura ocidentais, remontando à mitologia grega, sobre um jovem de extrema beleza, que após rejeitar o afeto de uma ninfa, foi atraído até um lago, onde se deparou com seu próprio reflexo e, apaixonado e obcecado por si mesmo, definhou até a morte. O mito nos alerta para os perigos do amor-próprio excessivo, da autoabsorção e da falta de empatia pelos outros.
É importante lembrar, não se trata de um adjetivo comumente utilizado para designar uma pessoa com ego inflado e cheia de si, mas entender que o Transtorno de Personalidade Narcisista é uma condição psiquiátrica complexa, que provoca no indivíduo um padrão generalizado de grandiosidade, necessidade de atenção constante e adulação, além de falta de empatia. Não é apenas uma pessoa opinativa ou arrogante, mas sim um comportamento que se perpetua e tende a gerar relacionamentos conturbados e abusivos.
Em um artigo publicado na plataforma acadêmica e jornalística The Conversation, a palestrante sênior da Escola de Ciências Comportamentais e de Saúde da Universidade Australiana Católica, Megan Willis, alerta para o perigo dos rótulos para a variedade de termos que as pessoas usam para descrever narcisistas. Em uma pesquisa que gerou mais de 50 tipos de narcisismos, ela resume para dois: o imponente e o vulnerável. O narcisismo imponente tem relação com um senso de grandiosidade de si mesmo, agressão e controle. Já o narcisismo vulnerável é caracterizado por uma sensibilidade emocional acentuada e uma grandiosidade defensiva e insegura que mascaram sentimentos de inadequação. O antagonismo é comum em ambos e está ligado a características como arrogância, merecimento, exploração e falta de empatia. Ainda de acordo com Megan, uma pessoa provavelmente vai entrar no critério do diagnóstico do transtorno de personalidade narcisista quando há convergência de notas altas desses componentes.
“O problema é que o narcisista não se assume como tal. E quem sofre nesta situação é quem se relaciona com ele, a vítima do narcisista é que adoece”, explica a médica psiquiatra Rafaela Pavan, especialista em Saúde Mental no Contexto Multidisciplinar e em Dependência Química. “No narcisismo patológico, se agride deliberadamente as pessoas, porque ele tem consciência da sua inferioridade, mas precisa que você seja menor do que ele, para ser minimamente validado. E por isso é tão agressivo. Mas da porta de casa para fora, são mil maravilhas. Apenas quem convive, que lida no dia a dia, é que sabe”, afirma.
Leonardo* cresceu em um ambiente denominado como “ideal”, a típica “família margarina”, mas reconhece como a toxicidade da sua irmã mais velha o fez ressentir seus pais, moldou seu sentimento de pertencimento e valorização e influenciou todos os seus relacionamentos na adolescência e fase adulta.
“Nada que você faz é o suficiente e você é relegado a segundo plano, uma pessoa de segunda categoria. Não importa o que fizesse, nunca iria alcançar o patamar dela. Se realizasse algo, a outra pessoa fazia outra coisa melhor”, relata.
Conforme explicam os estudiosos, os narcisistas anseiam pelo respeito e admiração dos outros, mas acreditam não precisar conquistá-lo, que é deles por direito, e quando isso não lhes é dado de bandeja, tendem a antagonizar as pessoas a sua volta. O constante
comportamento de sua irmã em culpabilizar os outros pelos seus percalços – professores, chefes, colegas, namorados, todos a perseguiam –, fez com que os pais de Leonardo reafirmassem e enaltecessem suas atitudes para compensar suas frustrações, mesmo em detrimento dele. Com o tempo, esse padrão de comportamento dentro da estrutura familiar fez com que ele ressentisse não apenas a irmã, mas também os pais.
“É difícil concorrer com isso. Porque essa é a sensação, que é uma competição. Sentar à mesa com alguém que sabe tudo, é muito melhor em absolutamente tudo e exige essa atenção e validação de todos, te esteriliza. Por conta disso, tive um relacionamento bem complicado com o meu pai, porque por mais que me esforçasse, nunca era bom o suficiente para alcançar essa outra pessoa. Ela sempre era elogiada em qualquer situação e eu não me lembro de ter sido elogiado por ele, nunca”, recorda.
O que era apenas uma competição por atenção, passou a ter outras ramificações, conforme a adolescência chegou. “Fui um adolescente muito inseguro. Só consegui me libertar e me reinventar quando ela saiu de casa, até porque eu não podia fazer nada sem ela. O amor e a atenção que ela exigia nunca eram retribuídos. Criou-se uma dependência e quando ela teve a oportunidade, foi embora sem olhar para trás. Apesar desse ciclo tóxico, num primeiro momento me senti perdido. Como vou ficar? Como vou ser validado? E sempre que ela voltava, dava briga. Foram marcas pesadas que deixaram. A pessoa te usa e te descarta com muita facilidade. E isso afeta todos os seus relacionamentos posteriores”. Por envolver a família toda, era difícil ao Leonardo alertar seus pais sobre a personalidade narcisista de sua irmã. As discussões se tornavam embates e, com o passar dos anos, ele aprendeu a não alimentar aquele ciclo. “Demorou muito tempo e a terapia ajudou, principalmente a não tentar mudá-la ou ter razão. Quando você se afasta disso, cria uma certa aversão. Hoje, passamos pouco tempo juntos, algum ou outro encontro de família, as festas de fim de ano. Procuro me manter blasé e me preservar, mas fico sempre em sinal de alerta quando ela está por perto. Não sinto mais culpa, mas foi difícil me tornar protagonista da minha narrativa”, comenta Leonardo.
A psicóloga clínica PhD norte-americana, Dra. Ramani Durvasula, tem toda a sua linha de estudo focada no narcisismo. Em seu último livro It's not you (Não é você, em tradução livre), mostra que o primeiro passo é parar de tentar mudar uma pessoa narcisista, parar de se culpar e começar se permitir ter autonomia e autoconhecimento fora deste relacionamento. Seu canal do YouTube possui mais de 1,6 milhão de inscritos, com 1,5 mil vídeos discorrendo sobre diversos aspectos acerca do assunto, com o objetivo de educar as pessoas para que aprendam a identificar e se proteger de narcisistas.
“No caso de relacionamentos amorosos entre casais, muitas vezes começa com uma sutil manipulação emocional”, explica Dra. Ramani em um de seus vídeos. Eles tecem uma teia de elogios exagerados, amor excessivo – o chamado love bombing (bomba de amor, em tradução livre) – e atenção envolvente, prendendo suas presas em um ciclo vicioso de dependência emocional. Aos poucos, as críticas começam a surgir, disfarçadas de “preocupação” ou “cuidado”, minando a autoestima da vítima e enfraquecendo sua independência.
“A manipulação psicológica é uma arma poderosa nas mãos do narcisista. Eles distorcem a realidade, fazendo com que a vítima duvide de sua própria percepção e julgamento. Criticam constantemente, destruindo a autoconfiança e cultivando um senso de inferioridade. Qualquer tentativa de confronto é habilmente desviada, com o narcisista se retratando como a vítima incompreendida”, afirma Dra. Ramani.
Foi o que aconteceu com Bárbara*, que ao longo de 12 anos viu seu namorado extremamente atencioso se transformar em um marido manipulador e cruel. “Tudo aconteceu muito rápido para nós. Na época do namoro, vivi uma fase de love bombing muito forte. E ao mesmo tempo que pensava tudo estar acontecendo muito depressa, me deslumbrava com aquela pessoa que parecia ser perfeita para mim, sem perceber que ele estava apenas projetando aspectos da minha personalidade nele mesmo”, conta.
Ainda durante o namoro, alguns sinais de alerta apareceram, mas logo foram ignorados com presentes e pedidos de desculpas. Depois do love bombing foi ficando cada vez mais gaslighting mais frequentes. “O gaslighting é fortíssimo, e isso confunde demais. Publicamente, ele se demonstrava como meu protetor, que estava tentando me ajudar, mas me sabotava ao mesmo tempo. Ele me encarcerou, e eu só pensava ‘ele é o homem que casou comigo, ele me ama. Como assim?’”, questionava-se Bárbara.
O sentimento de confusão era constante. Cansaço mental e esgotamento emocional tomavam conta e, enquanto ela era cercada dos “cuidados” do marido, o isolamento ia acontecendo com uma campanha difamatória triangulada. “Ele disseminava mentiras para todos ao nosso redor, sobre mim e o nosso relacionamento, como se eu fosse uma grande vilã da história. Senti como se estivesse despersonalizada. Não conseguia validar o que sentia, nem na terapia, porque não entendia o que estava acontecendo. Buscava problemas no trabalho, com outras pessoas, mas demorei para entender e aceitar que o grande problema era ele”, relembra. Pelo menos metade dessa dúzia de anos foi neste looping emocional que, para Bárbara, não foi rompido antes pela falta de compreensão da personalidade narcisista que a cercava. “Tudo que ele fazia de forma privada era o oposto ao amor, mas quando estávamos fora, na frente dos outros, recebia presentes, flores e atenção. Mas depois eu era tratada como uma louca. Mentiras e negações, é uma fantasia criada como se fosse realidade. Eu fiquei confusa e comecei a achar que estava perdendo a minha sanidade. E a sociedade te empurra para o abuso, porque ‘onde já se viu você reclamar de um homem desses?’, ou ainda ‘pense na sua família, no seu filho, não pode separar’. E você vai levando. Chegou no ponto que ele controlava tudo e estava em todo lugar que eu estava, e como tenho um filho com ele, tinha que aceitar. Não sei como não quebrei”, recorda, com muita mágoa. Nos bastidores dessas relações, as vítimas de relacionamentos com narcisistas muitas vezes se encontram em um labirinto de emoções conflitantes.
Elas são levadas a acreditar que são a fonte de todo o bem-estar do narcisista, ao mesmo tempo em que são despojadas de sua própria identidade e autoestima. A cada passo, são sutilmente guiados para um abismo de dependência emocional e isolamento social. É um ciclo vicioso, onde a vítima é alimentada com migalhas de afeto e elogios intercalados com episódios de desvalorização e humilhação. “Você está exagerando, está vendo coisa onde não existe”, eram frases constantes na vida conjugal de Bárbara, que de tanto ouvir falar que não estava bem, começou a duvidar de si mesma. “Fui perdendo minha individualidade, me despersonalizando. Agora, tem muita informação sobre isso na internet, principalmente. Quando comecei a entender o que estava acontecendo e estudar sobre o assunto, revi a nossa relação sob outra ótica. A fase do descarte foi especialmente difícil. Ser descartada é algo horrível de aguentar. Romper o ciclo é muito difícil e é preciso se programar e se proteger. Foi terrível sair de casa e lidar com as repercussões, ainda é. Até hoje tenho trauma de ouvir ‘eu te amo’. Porque eu ouvi por muito tempo isso como algo vazio e, para mim, ‘eu te amo’ soa como ‘eu te odeio’”.
O narcisista projeta o pior de nós mesmos, fazendo com que nos vejamos de maneira distorcida aos nossos olhos, manipulando nossos sentimentos e noção própria. A relação torna-se um jogo de poder, onde o narcisista controla as rédeas e a vítima se vê cada vez mais aprisionada. A saída desse labirinto é árdua e muitas vezes dolorosa. A psiquiatra Rafaela Pavan alerta para esse padrão comportamental e como ele envolve a vítima por tanto tempo. “Nenhum relacionamento assim começa ruim, pelo contrário, ele começa muito bom. Porque essa pessoa se apresenta para a sociedade como um príncipe encantado ou uma princesa mágica, e se apresenta assim também para a vítima. E ela oferece um mundo maravilhoso. O que depois parece um alerta, uma proteção, é na verdade o início do seu isolamento”, afirma a médica.
De acordo com a profissional, as mulheres acabam sendo mais vítimas de narcisistas porque são criadas socialmente para cuidar dos outros. E isso faz com que se sintam responsáveis pela felicidade e bem-estar do companheiro.
“É um jogo de manipulação, dizer ‘você merece alguém melhor que eu, então vou sair da sua vida para te dar espaço’, é um tipo de abandono, mas colocando a culpa em você por isso. E mexe com nossos sentimentos, porque muitas pessoas têm medo da solidão. Além disso, no caso das mulheres, tem muito uma questão social de vulnerabilidade, porque fica mais difícil dela sair do relacionamento também pela parte do patrimônio, porque nada está no nome dela, mesmo ela tendo ajudado a construir aquilo durante a relação. Ela já está isolada da sua rede de apoio e também fica desamparada financeiramente”, explana.
Fabiana* se viu em uma situação similar ao finalmente encarar o divórcio do seu casamento abusivo de quase duas décadas. “É uma ferida que ainda está aberta e dolorosa. Vivi por muito tempo sem identificar, achando que era normal”, descreve, dizendo que se sentia intimidada por ele e sua família. “Houve indisposições durante o namoro, mas relevava, porque parecia um cuidado. Com o tempo, as brigas eram constantes, ele era autoritário e infantil, cheio de chantagens”.
Ela percebeu que quanto mais sucesso profissional obtia, pior seu relacionamento ficava, com comportamentos e falas debochadas e agressivas. “Ele se incomodava com meu círculo de amizades, especialmente por termos profissões diferentes. Minha personalidade extrovertida começou a ser um empecilho. Se eu estava bem, ele me ignorava, me punia. Se estava mal, até mesmo de saúde, aí recebia atenção, porque precisava dele”.
Tudo era uma competição e cobrança, o controle excessivo gerou desconfiança e as acusações de infidelidade eram contínuas, ao ponto de se tornar insustentável. “Não conseguia mais demonstrar amor, porque comecei a sentir repulsa. Não tinha mais como retribuir qualquer tipo de afeto que parecia receber, pois não acreditava mais que era genuíno. E a nossa relação tóxica afetou nossos filhos”, conta.
Houve um momento de ruptura, que logo voltou, com promessas de mudanças. “Chegamos a fazer terapia de casal, e foi quando percebemos que estava, de fato, quebrado. Pois ele se via como perfeito e me retratava como desequilibrada, inclusive para a psicóloga. E quanto mais fragilizada eu ficava, maior ele se sentia. Se estivesse mal, recebia atenção da parte dele, e fui me colocando nessa situação de me enfraquecer e isso fugiu do controle”.
O cara boa pinta, com boa índole e de boa família nunca foi visto pelos outros como o narcisista que era. “Tinha vergonha do que estava acontecendo, não contava para ninguém e me escondia de todo mundo por não saber lidar com a situação. A gota d’água foi quando adoeci e minha irmã teve que se envolver na situação para me levar ao médico. Fui diagnosticada com Síndrome do Pânico e várias outras alterações no organismo, por conta dos ataques de nervos”.
Quando foi resolvida a separação, já havia a premeditação do ocorrido por parte dele. “Não tinha mais nada no meu nome e tive que brigar pelos meus bens e minhas filhas. A batalha foi – e ainda é – árdua”, relembra.
Mesmo após cinco anos, as feridas ainda não cicatrizaram por completo, mas Fabiana aprendeu a amar e se permitiu ser amada. “Precisei de muita terapia para conseguir me abrir novamente, aceitar e conseguir retribuir amor. Hoje estou namorando com uma pessoa que me valoriza, me faz bem, me apoia e ama os meus filhos. E também, por entender melhor sobre a personalidade narcisista com a qual convivi e como isso teve reflexos da criação dele, não adulo meus filhos, nem os recompenso por seus erros. É importante que eles saibam que têm defeitos, isso também é educar com amor”, expõe.
É crucial aumentar a conscientização sobre os relacionamentos abusivos com narcisistas e as marcas que podem deixar na vida das pessoas. Educar sobre os sinais de alerta e fornecer apoio às vítimas é essencial para romper o ciclo de tirania. O processo de cura é um caminho de autodescoberta e empoderamento, mas também de cicatrizes emocionais que podem perdurar por muito tempo.
“Nós tivemos uma conexão mágica, passamos 24h juntos, todos os dias da semana, por duas semanas consecutivas e, antes de me dar conta, já estava conhecendo a família dele. E eu achava que era porque ele realmente estava me vendo como uma companheira. De repente, ‘vamos morar juntos, já que passamos tanto tempo grudados, ou trocar chaves’”. Assim é exemplificado o love bombing pela psicóloga clínica Dra. Ramani Durvasula, onde as pessoas se sentem colocadas em um pedestal.
“E essa é a parte da fantasia grandiosa do narcisista. Ao te colocar em um pedestal, eles não estão apenas criando uma falsa narrativa, você se torna parte dessa fantasia grandiosa. Para a maioria das pessoas que teve esse love bombing, quando tiradas do pedestal ficam esperando quando vão voltar a ele. Porque isso define o tom para desvalorização e descarte que está prestes a acontecer”, relata Dra. Ramani ao explicar este ciclo vicioso. Mas love bombing não dura para sempre. O que acontece primeiro é a desvalorização. Toda aquela atenção e devoção é substituída por alguém que intencionalmente vê os seus defeitos e te diminui. E depois da desvalorização, vem o descarte. As mensagens se tornam menos frequentes, e quando vêm, são com cobranças. “Então você começa a fazer o caminho de volta, se culpando sobre essas mudanças, achando que tem algo que possa fazer para trazer os dias de love bombing de volta. É quase como um vício, porque você está sempre atrás daquela euforia anterior, porque o início foi tão bom”.
Os narcisistas geralmente exibem uma série de comportamentos manipuladores, incluindo a gaslighting, onde distorcem a realidade para fazer o parceiro duvidar de sua própria sanidade. A manipulação e o abuso emocional ocorrem com mentiras, omissões e fabricações de informações, com o objetivo de desestabilizar a saúde mental da vítima. O termo surgiu do filme Gas Light (À Meia Luz), de 1944, no qual o marido tenta convencer a mulher de que ela é louca, manipulando pequenos elementos de seu ambiente e insistindo que ela está errada ou que se lembra de coisas de forma incorreta. Frases comuns de gaslighting incluem: pare de ser tão sensível; isso nunca aconteceu; você é louca, você precisa de ajuda; ninguém nunca vai te amar como eu te amo; você está exagerando; pare de se vitimizar, tem gente bem pior; isso nunca aconteceu.