CULTURA E VARIEDADES DESTAQUE PRAZERES DO INVERNO

Um canto e um café

Foto Vanderlei de Azevedo
Foto Vanderlei de Azevedo

Nada melhor que uma bebida forte e quente para aquecer os momentos frios.

Preferência nacional, o café é a segunda bebida mais consumida no Brasil (perdendo apenas para a água). Uma tradição que vem sendo construída há muitas gerações. Não por menos, somos um dos maiores produtores e exportadores do mundo.

Em pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Café – Abic, constatou-se que o consumo per capita anual no País é de 4,89 kg de café torrado e moído e 6,12 kg de grão verde anual, o que equivale a aproximadamente 81 litros da bebida consumida por habitante ao ano.

A bebida está presente em 98% dos lares e a maior parte do consumo é feito dentro de casa, representando 67% do total.

A bebida está presente em 98% dos lares e a maior parte do consumo é feito dentro de casa, representando 67% do total.

Pode-se dizer, portanto, que ninguém dispensa o bom e velho cafezinho. Unindo essa paixão unânime pelo café com o amor pelo chocolate, a empresária Andrelise Stumpf, juntamente com seu marido e sócio Henrique, resolveu expandir sua confeitaria, Oficina dos Doces, para uma cafeteria com um grande diferencial: trabalhar apenas com cafés especiais. “Temos uma longa história na confeitaria – há mais de 11 anos fazemos doces e bolos para casamentos e festas – e tivemos a ideia de ter um lugar onde as pessoas pudessem se encontrar, relaxar e realmente degustar o café. A ideia é que aqui se torne um ponto para quem aprecia o café especial e sabe diferenciar este tipo de produto”, conta a empresária.

IMG_4594A decoração é inspirada em cafeterias europeias e o cardápio é pensado em ativar os sentidos e fornecer uma experiência gastronômica. Além dos clássicos, como espresso e cappuccino, há cafés com chocolate belga, frutas vermelhas, nutella, leite de coco e até pimenta.

Desde a inauguração da cafeteria, há cerca de três meses, Andrelise quis oferecer um grão exclusivo, e assim surgiu a parceria com a Giulietta Cafés. “O ‘especial’ é uma terminologia, uma pontuação da SCAA (Specialty Coffee Association of America). Depois de feita a colheita, é dada uma nota para cada atributo do grão para classificar o café. A soma abaixo de 70 caracteriza os cafés comerciais e acima de 80 os grãos especiais”, explica o barista Rodrigo Zonta.

O segmento de cafés especiais representa, hoje, cerca de 12% do mercado internacional da bebida. Os atributos de qualidade do café cobrem uma ampla gama de conceitos, desde características físicas, como origens, variedades, cor e tamanho, até preocupações de ordem ambiental e social, como os sistemas de produção e as condições de trabalho da mão-de-obra cafeeira.

O segmento de cafés especiais representa, hoje, cerca de 12% do mercado internacional da bebida. Os atributos de qualidade do café cobrem uma ampla gama de conceitos, desde características físicas, como origens, variedades, cor e tamanho, até preocupações de ordem ambiental e social, como os sistemas de produção e as condições de trabalho da mão de obra cafeeira.

As notas sensoriais encontradas nos cafés especiais são diferenciadas, desde o aroma até o aftertaste (gosto posterior deixado na boca). O espresso, por exemplo, é mais forte por ser concentrado, onde 50 ml de pó compactado são extraídos em 25 segundos, com a pressão da máquina. “O café brasileiro tem por característica as notas de cacau, mas há tantas outras. Cada aroma que você sentir, vai depender também da sua biblioteca sensorial, ou seja, o que você já experimentou na vida e aquilo vai te remeter a uma lembrança”, exemplifica Rodrigo.

F45_0193Através de treinamento e provas de cupping (avaliação sensorial utilizando o olfato e o paladar), foi ensinado como extrair a máxima qualidade de um produto muito mais complexo que aparenta. “Ter um café especial não é garantia de ter um bom café. Então fizemos um workshop com os funcionários da Oficina para que eles pudessem repassar o produto na maior qualidade possível”, disse Cleber Zorzi, mestre de torra da Giulietta Cafés.

Um novo conhecimento, que Andrelise quer compartilhar com quem frequenta sua cafeteria. “Por trás de uma xícara de café há uma história muito rica. Era apaixonada por chocolate e vi que a origem do cacau e do café são muito parecidas. Antigamente, quando viajava, procurava as melhores confeitarias, e hoje busco também pelas grandes cafeterias”, finaliza a empresária.

 

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