CULTURA E VARIEDADES

Transatlântida

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Por Yago Ourique / Jornalista e comunicador da Rádio Atlântida Chapecó

O tal comportamento jovem

Você já percebeu que todo mundo está improvisando? Ninguém sabe exatamente como  se deve agir em sociedade, mesmo com todos os passos calculados e uma posição de segurança. Se na infância a gente aprende o básico do mundo, na adolescência experimentamos a convivência social e, quando nos damos conta, estamos fazendo pesquisa de um novo jogo de panelas. Perceber que se está na vida adulta é um dos momentos mais desafi adores da jornada, porque junto com a completa liberdade de ser e agir vem a responsabilidade do trabalho, das contas vencendo e de servir como exemplo pras novas gerações. Mas como ser adulto se sentindo jovem? Apenas seja! Na verdade todo mundo tem o mesmo objetivo, e de uma forma ou de outra, todos enfrentam as próprias batalhas, do seu jeito. Então, relaxa! A sociedade está muito ocupada desamarrando os próprios problemas, para se preocupar de verdade com suas mancadas.

Já tem tempo que a Atlântida se coloca não como uma rádio jovem, mas uma geradora de conteúdo para pessoas de comportamento jovem. Não interessa a idade, de oito a 80 anos (ou mais), se o ouvinte do outro lado da caixinha entende que o mundo está aí para ser vivido, é para ele que falamos. Idade nunca foi um limitador, tanto que os 40 são os novos 30, os 60 são os novos 40 e no fi m das contas todo mundo quer sossego e ser feliz, de preferência ouvindo boa música cercado dos seus, com as contas pagas e a pia limpa.

Para ver, ouvir e seguir – Supercombo

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Quem consome música pela internet já deve conhecer essa banda incrível chamada Supercombo. Desde 2007 o grupo utiliza as redes sociais e plataformas musicais para divulgar seu trabalho e, depois de quatro álbuns de estúdio, três EPs virtuais e algumas mudanças de formação, o time capitaneado pelo engenheiro de som Léo Ramos encontrou a fórmula ideal para vender seu peixe na web. Presente em todas as redes sociais (aconselho todas), o destaque vai para o canal de Youtube. Se você acha que por lá vai encontrar apenas músicas e clipes, eu lhe convido a dar o play nos vídeos. No canal você acompanha a rotina dos integrantes da banda através de vários vlogs muito bem editados, semanalmente rolam tutoriais dos próprios músicos ensinando as cifras das músicas e até gameplays insanos com o vocalista da banda fazem parte da programação. O destaque do canal é o projeto Session da Tarde, no qual a cada semana uma das músicas da banda é executada em versão inédita, sempre com algum convidado especial. Vale o follow! https://www.youtube.com/supercomborock

É Rock!

foo fighters

Um dos caras mais legais do mundo é, sem sobra de dúvidas, o Dave Grohl. Amigo dos caras do Led Zeppelin e dos Beatles, ator de comédias e um grande instrumentista, Dave é unanimidade. O que você faria se sua banda terminasse após o suicídio do vocalista? Dave Grohl era o baterista do Nirvana e, depois da morte de Kurt Cobain, resolveu assumir guitarra e voz e montou seu próprio grupo, o Foo Fighters. Com disco novo a trupe liderada por Grohl, parte para mais uma turnê mundial, que passa pelo Brasil e, certamente, vai lançar novos clássicos absolutos, como é o caso de Best Of You, Learn To Fly e Times Like These.

Paredão ATL – Carlota Joaquina

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O power trio de som visceral mudou. A Carlota Joaquina é uma banda que carrega dez anos de estrada e no último ano passou por um processo de revitalização. A identidade visual mudou, os sons, antes muito mais na pegada rockabilly, ganharam tom contemporâneo e os covers mesclam clássicos com as novas vertentes do rock. Outra banda? Jamais! A essência, o virtuosismo de Eduardo, Ricardo e João e os shows explosivos mantêm o DNA da Carlota. Para o guitarrista e vocalista Eduardo Menezes, a mudança serviu para mostrar a real identidade musical do grupo, até porque muitas coisas mudam em uma década. Note que usei os verbos da mudança no passado nesse texto. A Carlota Joaquina já é a nova Carlota Joaquina. É normal encontrar camisetas da banda desfilando por aí e nos shows o público cantando as músicas autorais. A produção audiovisual é um dos pontos fortes da banda, que lançou a sequência De Volta ao vivo, na qual executam as músicas do EP De Volta Ao Início, e alguns covers. O projeto tem direção do próprio Eduardo e de Luan Zanchet. Tanto no disco, quanto nas apresentações ao vivo, é notável a entrega do time à deusa música. Se não conhece, procure saber! Ouça Carlota Joaquina em todas as plataformas digitais, e claro, na Atlântida.

À brasileira – Curumin

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Um mergulho nas sensações humanas. É isso que explora o quinto disco do multi-instrumentista Curumim. Para inaugurar este espaço no Transatlântida, Boca foi escolhido justamente por levar a brasilidade em todas as letras e tons. Vários fragmentos de criação do músico se juntam no estúdio e dão vida a sambas alegres, como a faixa “Paçoca” e músicas com beat eletrônico, como “Bora Passear”, que abre o trabalho. Das letras, músicas românticas e canções de protesto político e social jogam na nossa cara um recorte do Brasil, terra, segundo o músico, de gente sofrida e feliz. São 35 minutos de canções de graves pesados e voz suave. Em parceria com Curumim outros nomes de destaque na cena nacional dão as caras, como o cantor Russo Papusso e o rapper Rico Daslan. Das levadas tradicionais e cruas até sintetizadores psicodélicos, Curumim canta bonito e protesta gritando. Te ligo bico e ouça Boca!

É pop!

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No Brasil ninguém é mais pop que Anitta. Quem diria que a menina, que carrega o funk carioca nas veias, iria virar o que virou para o pop? De Show das Poderosas para as playlists internacionais, a moça “Anira” conquistou o que muitos artistas nacionais já tentaram e falharam: o mundo. Desde Carmem Miranda não tínhamos uma popstar com pompa de gringa e agora a tão questionada Anitta comprova seu talento cantando em português, espanhol e inglês, com o gingado tupiniquim e o sexappeal que só ela tem. Voa Anitta, bem na nossa cara!

El poder de mi gente

Desde que Los Del Rio lançaram Macarena, o clássico absoluto de casamentos e festas de formatura, não víamos tantas músicas na língua espanhola dominando as paradas. Claro que os ritmos quentes deram as caras no mainstream, como o rap cubano dos

Orishas, o Waka Waka da Shakira e o rock platino do Fito Paez, mas em 2017 as fronteiras foram completamente ignoradas. A batida marcante do reggaeton, junto a elementos da música pop, dão o compasso para que mais artistas latinos dominem as paradas. Des pa cito (eu sei que você leu cantando), de Luis Fonsi e Daddy Yankee, abriu nossa mente para o consumo das músicas facilmente dançantes e, desde então, é uma chuva de batidão nas primeiras posições do Spotify e nas rádios do mundo. J Balvin, Maluma e Enrique Iglesias puxam a frente de um movimento que colocou do britânico ao chinês para dançar. Definitivamente não há muralha de Trump que segure a malemolência e o gingado caliente do terceiro mundo.

 

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Revista catarinense com foco em cultura, comportamento, variedades e o que mais for pautado pelo cotidiano.

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