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TEA – transtorno do espectro autista: o que fazer após o diagnóstico?

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Avaliação: a chave para o ensino bem sucedido

Tão importante quanto o diagnóstico precoce no Transtorno do Espectro Autista (TEA), a avaliação de habilidades tem papel importantíssimo, pois ela identificará o nível de desenvolvimento com a finalidade de construir o plano de intervenção. No modelo TEACCH®, a avaliação formal e informal têm papéis diferentes. A avaliação formal é realizada por meio de testes padronizados que identificam um perfil de pontos fortes e pontos fracos (objetivos gerais). Já a avaliação informal identifica as habilidades emergentes do indivíduo e pode utilizar uma variedade de estratégias e materiais para avaliar essas habilidades. Ela pode ocorrer em ambientes mais naturais e pode ajudar a avaliar o progresso do dia a dia e definir metas de ensino a curto prazo.

Uma boa avaliação leva à individualização e nos possibilita identificar o que ensinar, ou seja, quais as competências que o aluno está apto para aprender e como ensinar – como configurar um ambiente de aprendizagem ideal para o estudante, além de apontar os interesses, motivações e quais são as estratégias visuais e rotinas mais indicadas para aquele indivíduo. Esse tipo de ferramenta nos permite avaliar as áreas de: currículo (plano educacional individualizado); tipos de estrutura necessária; estilo de aprendizagem no TEA; comunicação social; brincar e engajamento social; generalização e flexibilidade; manejo de sala de aula, bem como compreender e intervir adequadamente nos comportamentos desafiadores, aumentando o engajamento no comportamento esperado.

Portanto, uma boa avaliação informal pode ser usada para configurar: tarefas acadêmicas, atividades recreativas ou lúdicas e uso de estrutura. As avaliações devem ser diárias para responder à pergunta “O que aprendi com o comportamento desse indivíduo?”. E, assim, identificar o próximo conjunto de objetivos de aprendizado de curto prazo; identificar quando o sujeito não está fazendo progresso e, se necessário, como reestruturar as intervenções.

É importante destacar que o modelo TEACCH® tem fundamentação de base desenvolvimentista, ou seja, valoriza as mudanças que o sujeito apresenta em cada faixa etária. À medida que nos desenvolvemos, adquirimos mais experiências (principalmente para quem encontra-se dentro do espectro autista), e isso é fundamental para o processo de aprendizagem.

 

Andréa Lemos de Moura CRP 12/11950 • Psicóloga; Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional; Formação em Neuropsicologia; Formação Avançada em Terapia Comportamental no Autismo; Pós-Graduanda em Autismo.

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