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Superlotação no Hospital Regional do Oeste

HOSP

O pronto socorro do Hospital Regional do Oeste (HRO) vem registrando demanda além da média registrada nos dois meses anteriores. De acordo com a coordenação de enfermagem do Pronto Socorro (PS), a maior procura por assistência médico hospitalar de urgência/emergência é de pacientes que não apresentam quadro de urgência e/ou emergência.

Como o PS é referência para casos de alta complexidade, quando do atendimento a vítimas de acidentes de trânsito e outras demandas complexas, pacientes que não apresentam grau de risco elevado acabam tendo que aguardar mais tempo para procedimentos. “Adotamos o Sistema Manchester de classificação de risco, o que vem cada vez mais apontando que inúmeros casos que chegam até nós poderiam ser atendidos nas unidades básicas de saúde de seu município de origem”, aponta o coordenador diurno de enfermagem do pronto socorro, enfermeiro André Quinto.

A UTI geral do HRO possui 16 leitos, sendo três pediátricos, dos quais 100% estão ocupados, com média de seis pacientes recebendo atendimento em enfermarias adaptadas para cuidado intensivo.

De acordo com os últimos dados registrados e devidamente classificados via Sistema Manchester, municípios vizinhos a Chapecó também tem enviado pacientes para atendimento eletivo no pronto socorro.

De acordo com os últimos dados registrados e devidamente classificados via Sistema Manchester, municípios vizinhos a Chapecó também tem enviado pacientes para atendimento eletivo no pronto socorro.

Sistema Manchester

admissionsA prioridade nos atendimentos é para casos de urgência ou emergência. Todo atendimento no PS do HRO passa pela triagem de classificação Sistema Manchester. Trata-se do sistema internacional de triagem para pronto socorros ou pronto atendimentos. Cada paciente passa por avaliação, onde o mesmo é classificado e identificado de acordo com o quadro clínico apresentado. Após avaliação, a identificação ocorre por cores: vermelha (emergência) atendimento imediato; laranja (muito urgente) atendimento em até 10 minutos; amarela (urgente) atendimento em até 60 minutos; verde (pouco urgente) atendimento em até 120 minutos; e azul (não urgente) atendimento em até 240 minutos. Pode haver reavaliação e possível reclassificação, caso a caso, para novo tempo a ser dimensionado.

“Temos 250 médicos atuantes no HRO, todos estão comprometidos em prestar a melhor assistência à população. Neste momento estamos concentrados em casos emergenciais”, enfatiza o diretor clínico do HRO, médico João Batista Baroncello.

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De acordo com Baroncello, a medida está sendo tomada visando prevenção, manutenção, funcionamento e operacionalidade do HRO, evitando colapso no sistema hospitalar devido a superdemanda para atendimentos e procedimentos.

Macrorregião do Grande Oeste

A Direção Técnica, representada pelo médico Sérgio Luiz Moura Casagrande, alerta a comunidade que seja buscado atendimento médico hospitalar no HRO somente em casos de urgência ou emergência. Para pacientes que forem atendidos no Pronto Socorro e necessitarem de internamento, há possibilidade, caso necessário, que sejam transferidos a outros hospitais contra referenciados.

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Diante do quadro por demanda acima da capacidade técnica no HRO, poderá ser acionada Central de Regulação de Internação Hospitalar da Macrorregião do Grande Oeste, que funciona desde julho de 2016 na 4ª Gerência Regional de Saúde (Gersa) de Chapecó. A Central de Regulação do Grande Oeste é o órgão superior que regula as internações hospitalares em 34 hospitais, com total de 1.386 leitos do SUS. Tais hospitais abrangem 76 municípios da região do Grande Oeste catarinense. Caso necessário, a Central de Regulação apontará para onde serão transferidos pacientes.

 

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