SAÚDE E BEM-ESTAR

Setembro Verde e Amarelo

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Campanhas alertam para a prevenção do câncer colorretal e ao suicídio.

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM realiza a Campanha Setembro Amarelo, em prol da prevenção do suicídio. A cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo, o que corresponde ao tempo aproximado de leitura deste texto, e, em relação às tentativas é ainda mais assustador: a cada três segundos.

Todos os anos, são registrados cerca de 12 mil suicídios no Brasil e um milhão em todo o mundo. Quase 100% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais, em sua maioria não diagnosticados, tratados de forma inadequada ou não tratados de maneira alguma. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

O Coordenador Nacional da Campanha Setembro Amarelo, Dr. Antônio Geraldo da Silva, fala sobre a importância da prevenção: “Precisamos ajudar a população com prevenção, informar que tratar todas as doenças mentais, principalmente as que possuem aumento no risco de suicídio. O suicídio é uma emergência médica e por isso, é fundamental o papel de todos nós nessa campanha, com ações efetivas de orientação sobre o risco e também na emergência do suicídio”.

Setembro Verde

piron-guillaume-361682-unsplashIdealizada inicialmente pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP), a campanha Setembro Verde tem o objetivo de oferecer informações gerais sobre o câncer de intestino e, principalmente, suas formas de prevenção, orientando a população para a existência da doença e a necessidade de realizar exames para o diagnóstico precoce.

O câncer colorretal está entre os mais incidentes no Brasil e no mundo. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) preveem para este ano mais de 34 mil novos casos, cuja proporção será maior em Santa Catarina, onde a doença é a segunda e a quarta mais frequente entre mulheres e homens, respectivamente.

“A maior incidência, proporcionalmente a população, do câncer de cólon e reto na região Sul se deve ao fato de o modo de vida nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina ser mais semelhante ao de países desenvolvidos, em que há uma elevada prevalência de excesso de peso e obesidade, inatividade física, tabagismo, ingesta de bebida alcoólica e consumo de carnes processadas”, explica o cirurgião oncológico Cristiano Vendrame.

De acordo com o médico, este câncer pode ser evitado na maioria dos casos, principalmente com a adoção de hábitos saudáveis, como prática de exercícios físicos e alimentação rica em fibras, frutas e verduras. Além disso, o diagnóstico precoce é um fator primordial para o bom tratamento da doença. “O câncer do intestino é altamente curável, especialmente quando diagnosticado precocemente, por isso é importante fazer exames. A cirurgia é necessária para a cura na maior parte das vezes, e pode ser feita de forma convencional ou minimamente invasiva (videolaparoscopia ou robótica) e, às vezes, é necessário associar quimioterapia e radioterapia ao tratamento. Infelizmente, no Brasil, muitos pacientes fazem o diagnóstico em fase avançada (estádio IV), quando a doença já está no fígado, peritônio ou pulmão, por exemplo, necessitando cirurgias maiores para a retirada das metástases, o que diminui bastante as taxas de cura”, afirma Dr. Vendrame.

A doença geralmente não apresenta sintomas em sua fase inicial, os sinais e sintomas quando presentes, podem variar de desconforto abdominal, intestino preso ou diarreia, dependendo da localização do tumor, e sangue nas fezes.

A recomendação das sociedades de especialidades é de que a colonoscopia seja realizada a partir dos 50 anos, quando não há casos na família de câncer colorretal e pólipos. Quando houver histórico familiar, a recomendação geralmente é a partir dos 40 anos de idade, ou 10 anos antes do caso familiar.

Sobre o autor

Carol Bonamigo

Carol Bonamigo

Jornalista, pós-graduada em Cinema, viciada em cultura pop e dependente de um app pra organizar todas as séries que assiste.

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