SAÚDE E BEM-ESTAR

Santa Catarina registra cinco casos suspeitos de febre amarela

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Todos os casos foram contraídos fora do Estado

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (DIVE/SES) notificou cinco casos suspeitos de febre amarela em Santa Catarina, neste início de ano. De acordo com o órgão, os casos foram notificados entre 1º e 18 de janeiro.

Ainda sob investigação, todos os casos são autóctones, ou seja, foram contraídos fora de Santa Catarina. Desses, dois casos evoluíram para óbito, um residente em Gaspar e o outro morador de Lajeado Grande. Ambos com histórico de viagens para o estado de São Paulo.

Os exames são realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Paraná, laboratório de referência em febre amarela para Santa Catarina, e os resultados podem levar até 20 dias para serem liberados.

No país, entre julho de 2017 e 14 de janeiro deste ano, já foram registrados 35 casos e 20 mortes por febre amarela, informou o Ministério da Saúde. Apesar de a doença infecciosa transmitida por mosquito ter atingido mais o sudeste, Santa Catarina reforça a importância da vacinação, principalmente nos 162 municípios catarinenses que integram a Área com Recomendação de Vacina contra Febre Amarela (ACRV).

Chapecó está entre esses locais recomendados, contudo, quem já tem a vacina não precisa mais se vacinar, pois uma única dose vale para vida toda. A Secretaria de Saúde de Chapecó disponibilizou salas de vacinas nos 26 Centros de Saúde do município para quem não possui a vacina. As doses são gratuitas e as pessoas podem procurar as salas das 7h30 às 11h30 e das 13h às 17h.

As contraindicações seguem para pacientes em tratamento de câncer, pessoas com doenças que prejudicam o sistema imunológico e pessoas com reação alérgica grave à proteína do ovo. Grávidas e mulheres que estejam amamentando um bebê com menos de seis meses devem buscar orientação médica antes de tomar a vacina.

O que é a febre amarela?

É uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes), que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente. Os casos de Febre Amarela (FA) no Brasil são classificados como febre amarela silvestre ou febre amarela urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos, a diferença entre elas é a área de ocorrência e os mosquitos vetores envolvidos na transmissão.

Na FA silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada adentra uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado. Na FA urbana o vírus é transmitido pelos mosquitos Aedes aegyptii ao homem, mas esta não é registrada no Brasil desde 1942.

Fonte: Dive e Diário Catarinense

 

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