SAÚDE E BEM-ESTAR

Para uma vida saudável

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Há 40 anos, uma das 55 especialidades médicas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina, pesquisa e avalia os benefícios e malefícios causados pela ingestão dos nutrientes.

Médico Nutrólogo ganhou espaço devido o aumento considerável de doenças nutrometabólicas e as consequências na qualidade e na expectativa de vida que estas doenças causam na vida das pessoas. Uma de suas atribuições é identificar possíveis “erros” alimentares, hábitos de vida ou estados orgânicos que estejam contribuindo para o quadro nutricional do paciente. A genética não é a culpada! Sabe-se hoje que a genética contribui em apenas 15% para problemas de saúde, já o estilo de vida corresponde a 65%, ou seja, você que decide como vai querer envelhecer. Muitas vezes achamos que estamos nos alimentando bem, porém temos um “furo” nos alimentos saudáveis dos dias de hoje. O solo das monoculturas, por exemplo das macieiras, estão pobres em alguns nutrientes, como o selênio. O adubo desse tipo de plantação é feito com NPK (Nitrogênio, Fósforo e Potássio) e deixam de repor o selênio.

Então, se você for estudar quais são os nutrientes da maçã, no livro vai estar escrito que tem selênio, mas a maçã da sua mesa não possui o nutriente. E, aos poucos, vamos ficando desnutridos, piorando a qualidade do nosso metabolismo. Por esse e outros motivos que a suplementação se faz essencial na procedência médica e nutrológica. O processo de industrialização dos produtos alimentares provocou uma mudança importante nos alimentos, outro exemplo é o trigo, que foi modificado transgeneticamente, com o objetivo de aumentar a produção e, consequentemente, aumentar a concentração do glúten (principal proteína do trigo). Houve um aumento de 400% da quantidade do glúten no trigo, devido a essa modificação genética para produção em larga escala. E o nosso metabolismo não está preparado para isso, portanto, mesmo que uma pessoa não possua intolerância ou alergia a glúten, se consumir o trigo diariamente, em algum momento da vida, a sensibilidade ao glúten vai se desenvolver e causar efeitos adversos como: dores de cabeça frequentes, tremores, diarreia, dor abdominal, lesões de pele e inclusive estimular doenças autoimunes.

Vivemos em um mundo de excessos, hoje estamos focando no alimento de um jeito muito simplificado: ou ele é bom ou é ruim, esse engorda e aquele emagrece. Mas não é bem assim, devemos nos conscientizar a respeito do que ingerimos, conhecer os nutrientes e para que servem no corpo. Aliar estes conhecimentos com uma boa qualidade de sono, prática de atividades físicas e gerenciar o estresse são pilares fundamentais para uma rotina saudável, evitando assim muitas doenças da velhice. Você já deve ter ouvido falar na frase: “Nós somos aquilo que comemos.” Eu diria mais: “Nós somos aquilo que comemos, absorvemos, pensamos e amamos.

 

Rafael Hirsch Médico, pós-graduando em nutrologia CRM-SC 25699 / CRM-RS 42636

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