SAÚDE E BEM-ESTAR

Outubro Rosa: Juntos, sem medo

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Reconstrução mamária auxilia na recuperação da autoestima para pacientes mastectomizadas

O Outubro Rosa é mundialmente conhecido pela prevenção e combate ao câncer de mama. Durante o mês, são trabalhadas diversas ações procurando conscientizar o público sobre a importância do autocuidado. Neste ano, a campanha tem como tema Câncer de mama: juntos, sem medo, e visa fortalecer as recomendações e ações do Ministério da Saúde para que, dessa forma, o diagnóstico precoce seja difundido, desconstruindo o medo da doença.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), apontam o câncer de mama como o segundo mais recorrente em mulheres no Brasil e no mundo, correspondendo a 28% dos novos casos da doença no País. Porém, com o diagnóstico precoce, 95% deles têm chances de cura, reforçando a importância das idas regulares ao médico, realização de exames clínicos e o autoexame da mama.

Embora haja soluções de tratamentos menos invasivos, segundo o Instituto Oncoguia, a demora no diagnóstico da doença reflete na necessidade da mastectomia (retirada completa ou parcial da mama) em 70% dos casos. Após a intervenção cirúrgica, a paciente pode optar por uma reconstrução mamária, procedimento que pode auxiliar na recuperação da autoestima e renovação da autoconfiança da mulher. 

Dr. Rafael Tirapelle explica sobre reconstrução mamária

Dr. Rafael Tirapelle explica sobre reconstrução mamária

De acordo com o cirurgião plástico Rafael Tirapelle, este procedimento cirúrgico busca restaurar a mama, considerando a forma, a aparência e o tamanho desejado. “É uma cirurgia plástica reparadora, que permite a recuperação da estética corporal e pode ser realizada de diversas maneiras, sendo que o procedimento mais adequado vai depender da remoção da mama realizada, podendo ser imediata, no mesmo ato cirúrgico, ou tardia, em outra cirurgia”, explica o médico.

A reconstrução mamária é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes mastectomizadas, conforme previsto na Lei nº 12.802, no entanto, de acordo com a própria legislação, quando não houver indicação clínica para realização dos dois procedimentos ao mesmo tempo, a mulher será encaminhada para acompanhamento e terá garantida a realização da cirurgia após alcançar as condições clínicas necessárias. “A decisão é tomada com base em diversos fatores, como a condição da área afetada para evitar infecção ou rejeição da prótese e a vontade da própria paciente. Em alguns casos, é necessária a radioterapia ou quimioterapia antes da reconstrução mamária ser realizada. Isso vai depender da orientação do médico oncologista responsável pelo caso”, orienta Dr. Tirapelle.

 

Sobre o autor

Carol Bonamigo

Carol Bonamigo

Jornalista, pós-graduada em Cinema, viciada em cultura pop e dependente de um app pra organizar todas as séries que assiste.

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