CULTURA E VARIEDADES

O que passava na sua TV há 15 anos?

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Nas estreias, o ano de 2003 foi marcado, também, por trilogias. O Senhor dos Anéis chegava a seu terceiro filme com O Retorno do Rei (que, no ano seguinte, levou 11 Oscars), assim com Matrix e Exterminador do Futuro. Mas feita a peneira, encontramos muitos outros títulos que merecem atenção. O diretor Lars Von Trier nos apresentou seu ousado projeto Dogville. Com marcações de espaços feitas apenas por giz no chão (sem portas ou paredes), o filme é difícil de escapar a memória, especialmente pela ótima atuação de Nicole Kidman. No mesmo ano, Tim Burton entregou mais uma de suas narrativas fantasiosas, Peixe Grande, talvez um de seus filmes mais sensíveis. E Spike Jonze nos fez pensar muito em Adaptação, com roteiro de Charlie Kaufman. Nas animações, Nemo foi encontrado enquanto o francês As Bicicletas de Belleville atravessava o Atlântico de pedalinho.

Aqui no Brasil, Lisbela casou com o Prisioneiro, e Jorge Furtado nos ensinou como falsificar dinheiro em uma fotocopiadora operada por um jovem Lázaro Ramos, em O Homem que Copiava. Mas foi Carandiru quem roubou a cena. Hector Babenco adaptou o livro de Drauzio Varella, mostrando o cotidiano da casa de detenção que culminaria no massacre ocorrido em 1992, no qual 111 presos foram assassinados pela polícia. O longa fechou 2003 como o terceiro filme mais visto no País e, em 2015, entrou na lista da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) como um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

Na TV

Enquanto a icônica série dramática adolescente Dawson’s Creek dava seu derradeiro suspiro, outras duas – igualmente populares – iniciavam suas exibições. The O.C. e One Tree Hill marcaram época ao abordar assuntos como abuso de drogas e álcool entre jovens, bem como a convivência entre pais e filhos

Na cerimônia do Oscar, Fale com Ela deu a Almodóvar uma estatueta de Melhor Roteiro Original. Roman Polanski era premiado Melhor Diretor por O Pianista e Chicago arrematava melhor fi lme, enquanto A viagem de Chihiro fez o japonês Hayao Miyazaki ganhar o merecido prêmio de Melhor Animação, mesmo que com dois anos de atraso.

Sobre o autor

Carol Bonamigo

Carol Bonamigo

Jornalista, pós-graduada em Cinema, viciada em cultura pop e dependente de um app pra organizar todas as séries que assiste.

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