SAÚDE E BEM-ESTAR

O problema dos vasinhos

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A doença venosa é muito frequente no Brasil e em todo o mundo, chegando a comprometer cerca de 35% da população nacional

Apesar de ser uma patologia crônica e benigna, a doença venosa também evolui, piorando com o tempo se não tratada. Se considerarmos as telangiectasias, os populares vasinhos ou varicoses, chegam a comprometer 50% da população em geral. Os sintomas podem ser dos mais variados, desde uma dor leve, queimação, prurido, até serem completamente assintomáticas. Mas deixando uma percepção negativa – 80% das mulheres não estão satisfeitas com a aparência das suas pernas. Inicialmente, pode parecer um problema simples de resolver, mas a falta de um diagnóstico preciso pode levar a muitas frustrações e tratamentos ineficientes. A classificação dos vasinhos depende de uma boa avaliação, identificando se são simples, moderados ou complexos, ligados a veias nutridoras insuficientes, o números delas e se estão ou não associadas a perfurantes e se as Safenas, veias tronculares de maior calibre, estão ou não insuficientes.

Para essa investigação, o médico vascular vai colher a história do paciente, fazer um exame físico e pode lançar mão de algumas tecnologias que auxiliam nesse processo, como o ultrassom doppler, que permite medir o fluxo do sangue nesses vasinhos, além de observar o caminho das veias que necessitam de tratamento – que muitas vezes estão escondidas. Outra tecnologia que auxilia, tanto no diagnóstico quanto no tratamento, é a projeção por realidade aumentada – ex. Vein viewer, aparelho que permite visualizar os vasinhos e suas nutridoras, permitindo uma maior precisão para a injeção da substância esclerosante – o líquido que seca os vasos. Após o adequado diagnóstico das lesões vasculares, o médico vascular vai poder indicar o melhor método para cada caso. Os tratamentos seguem aprimorando e as tecnologias são incorporadas para trazer melhores resultados. Diferentes tipos de telangictasias não podem ser tratados da mesma maneira, dessa forma, o tratamento combinado oferece.

O maior potencial de resposta, podendo chegar ao resultado desejado de forma mais rápida, eficiente e duradoura. Dentre os tratamentos disponíveis temos a escleroterapia convencional, método clássico, muito difundido, é o parâmetro de comparação com outras técnicas. O método com espuma, quer tem ganhado evidência ultimamente. E o laser, método que se utiliza da energia luminosa para secar os vasinhos, é moderno e seguro, que tem uma ampla utilização para esses tratamentos. Com a chegada do verão, a necessidade de tratar essas telangictasias se torna urgente. O médico vascular pode fazer uma avaliação precisa e discutir qual ou quais os melhores métodos para o seu caso.

 

Fernando Bonetto Schinko CRM/SC 11403 Cirurgião vascular RQE 10908 Integrante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular (SBACV) e professor na Unochapecó

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