CULTURA E VARIEDADES

Literatura: O Pequeno Príncipe

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Silvane Alves Loro – Jornalista e editora do blog Prazer Literário | silvane.jor@gmail.com

O passar dos anos, o avanço tecnológico, as novas pesquisas, acredito, acontecem para nos mostrar o quanto ainda podemos melhorar enquanto “seres humanos”. Embora muitas vezes seja difícil de acreditar nesta espécie, ainda há uma possibilidade. Talvez já estivéssemos mais avançados se ouvíssemos as crianças. Afinal, já é sabido que elas têm muito mais a ensinar do que podíamos imaginar.

Crianças agem por instinto, eu sei, mas tem algo de sublime em tudo o que elas fazem. Você poderá dizer que isso só é assunto porque estou, agora, com dois pequenos seres espetaculares em casa. Sim. Preciso concordar. Sou levada a este texto porque é das crianças a voz aqui em casa.

Sendo assim, a leitura que nos traz aqui é senão menos que o clássico de Antoine de Saint-Exupéry, “O pequeno príncipe”. Nesta obra que pode até ser intitulada como infanto-juvenil, tem muita informação destinada a adulto. Nesses adultos que nos transformamos, cheios de regras, porquês, desculpas, cansaços e pouquíssima criatividade. É, principalmente, a eles que este jovem príncipe tem a falar.

Vindo de um planeta muitíssimo pequeno, o Pequeno Príncipe guarda em sua lembrança a rosa que deixou para traz; em como ela é única, mesmo sendo igual a tantas outras; os três vulcões; e os terríveis baobás que precisam ser tirados todos os dias para não dominarem o planeta. E é neste enredo que se dá o encontro de um homem (frustrado pela incompreensão de seu desenho – um chapéu ou uma jiboia que engoliu um elefante) e um pequenino príncipe que caiu do céu em pleno deserto. Nos dias que passam juntos conhecemos melhor esta criança que tanto tem a ensinar. Ela que ouviu a raposa, muito esperta dizer: “os olhos são cegos: só se vê bem com o coração”. Isso porque “o essencial é invisível para os olhos”. O que realmente importa são as relações que estabelecemos com as pessoas; os vínculos que nos tornam amigas; o carinho que criamos. Nada disso é possível ver com os olhos. Difícil é saber o porquê gastamos tanto tempo e tanta energia no que é palpável, naquilo que dá pra ver. Como se valesse de alguma coisa. No fim das contas, vai importar mesmo é ter um alguém para conversar, um filho para amar, pessoas a quem cativar. E é o cuidado que dedicamos a essas pessoas que nos rodeiam que as tornam importante para nós. Como bem nos ensina o menino, “eu não preciso de você nem você precisa de mim. Mas se você me cativar, serei importante para você”. Simples assim.

Eu não disse que as crianças são sábias.  

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Título: O Pequeno Príncipe

Autor: Antoine de Saint-Exupéry

Editora: Geração

Preço sugerido: R$ 32

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Revista catarinense com foco em cultura, comportamento, variedades e o que mais for pautado pelo cotidiano.

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