CULTURA E VARIEDADES

Literatura: Modos Inacabados de Morrer

Foto: Divulgação | Editora Oito e Meio
Foto: Divulgação | Editora Oito e Meio

Em seu primeiro romance, escritor gaúcho narra uma história carregada de simbolismo, através de uma reunião de fragmentos.

“No momento em que a parede de água atinge a sala, você sente ser arrastado para baixo e, submerso, é jogado de um lado para outro. Tenta subir à superfície, mas a cada movimento é arremessado e sente outros corpos colidindo contra o seu”. Este é um trecho do livro Modos inacabados de morrer, de André Timm, lançado em Chapecó na noite de ontem (15). Este é o primeiro romance do gaúcho, de Porto Alegre, radicado em Santa Catarina, e foi o vencedor do concurso Maratona Literária da editora Oito e Meio, na categoria prosa, competindo com escritores de todo o Brasil.

André Timm é autor do projeto 2 mil toques, site autoral em que convida escritores a compartilharem suas rotinas e processos ligados à produção literária.

André Timm é autor do projeto 2 mil toques, site autoral em que convida escritores a compartilharem suas rotinas e processos ligados à produção literária.

Nele, o autor discorre sobre crescer e se encontrar, através da vida de Santiago, um jovem de 13 anos que se depara com quatro acontecimentos trágicos que marcam sua infância e sua vida adulta para sempre: a descoberta de uma doença rara que vai torná-lo um recluso; A morte de seu melhor amigo; A misteriosa fuga de Valerie, sua namorada; E uma tentativa de suicídio desesperada e frustrada.

Através de uma narrativa pouco usual, em segunda pessoa, Modos Inacabados de Morrer mostra o quão aterradora e incapacitante pode ser a narcolepsia, uma doença que, em condições severas, faz com que o narcoléptico caia dormindo imediatamente, independente de vontade, hora ou local. Com clima soturno e onírico, além de forte carga simbólica, o romance se vale de recursos incomuns (conhecimento enciclopédico, narração nas notas de rodapé e listas) para contar uma história que se dá na reunião de fragmentos e na revelação de certos mistérios que assombram a narrativa e a vida de Santiago.

André conta como foi enfrentar seus personagens – os quais chama de fantasmas – no melhor estilo Stephen King. “Resolvi me isolar em um hotel, de uma pequena cidade de Santa Catarina, a fim de me dedicar exclusivamente a muito trabalho (e nenhuma diversão). Esses dias de reclusão resultaram em válidos aprendizados sobre o meu processo de criação”, conta o autor.

Chegou ao hotel com o esqueleto da história pronto. A partir daí, as 120 páginas de lapidação se deram em apenas cinco dias de reclusão.

Ficou interessado? Então leia os primeiros trechos do livro no site do autor ou adquira a obra no através da Editora Oito e Meio.

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Sobre o autor

Carol Bonamigo

Carol Bonamigo

Jornalista, pós-graduada em Cinema, viciada em cultura pop e dependente de um app pra organizar todas as séries que assiste.

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