SAÚDE E BEM-ESTAR

Hipertensão arterial – mitos e verdades

Close-up shot of unrecognizable cardiologist wearing white coat sitting at desk and measuring pulse rate of female patient
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A hipertensão arterial é uma doença muito comum, afeta um quarto da população brasileira e 60% das pessoas acima dos 65 anos. O seu tratamento adequado é uma das atitudes que mais beneficia o paciente, para se ter uma ideia em números, a cada 20 mmHg de pressão arterial sistólica acima do normal (130/80 mmHg ou popularmente o 13/8), se dobra o risco de ter um infarto ou AVC. Com tratamento adequado pode-se reverter esta realidade.

Antes de falar da doença propriamente dita, é importante falar sobre pressão arterial normal. A variação dos valores de pressão arterial durante o dia são normais, estes são influenciados pelo estado emocional, sono, exercício e estresse físico. Por exemplo, se estamos ansiosos, a nossa pressão arterial aumenta, bem como quando temos alguma dor.

A doença, por si, é assintomática, ou seja, o paciente não sente sintomas a não ser que tenha outra doença concomitante. Tradicionalmente se atribui dor de cabeça a pressão alta, o que é um mito, pois, naturalmente, a pressão arterial eleva em qualquer dor e, se sofrer da doença hipertensão arterial, o aumento é ainda maior.

Outro mito que é importante esclarecer é a urgência em baixar os níveis pressóricos. Em pacientes com hipertensão arterial puramente, sem outra doença cardíaca ou cerebral, não existe uma relação entre aumento súbito de grandes pressões com infarto ou AVC, assim como inexiste um nível determinado em que se romperia alguma artéria. O verdadeiro risco que pode levar a uma doença cardíaca ou AVC está na exposição prolongada das paredes das artérias a pressão sanguínea aumentada, ainda assim este processo leva anos para ocorrer.

Então a pergunta comum e relevante é: Como prevenir o surgimento de pressão alta? Modificando hábitos de vida. Entre os mais importantes estão a cessação do tabagismo e do sedentarismo, que evitam o surgimento da doença, bem como tratam a mesma em pacientes que já sejam hipertensos. O consumo exagerado de sal também deve ser evitado, pois eleva os valores pressóricos e piora a doença em pacientes hipertensos, a média recomendado é de no máximo cinco gramas de sal por dia.

E como medir a pressão arterial? Em um momento tranquilo, sem estresse físico (dor, náusea, falta de ar), sem tomar café ou fumar, de preferência sentado, com os pés bem apoiados no chão, com aparelho automático que seja posicionado no braço e não no punho ou por profissional de saúde habilitado. Se houver alteração, anotar dia e hora da aferição. Não existe necessidade de consulta emergencial por valores alterados e nem necessidade de aferir mais de uma vez ao dia, já que a própria ansiedade em aferir pode afetar o resultado. O paciente deve, então, buscar atendimento com seu médico, em consultório, para diagnosticar e tratar adequadamente (com remédios ou não) para então reduzir os níveis pressóricos e, junto, diminuir a chance de ter uma doença grave, por exposição a longos períodos de pressão alta

 

Rodrigo Hirsch Machado Médico Cardiologista CRM/SC 19097 / RQE 16144/16145

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