GERAL

Entender por que não entendemos

_editorial

Pela décima quinta vez escrevo um editorial de fim de ano. Sim, 15 anos nos contemplam nessas páginas e por 15 anos consecutivos o balanço editorial se faz necessário. São tantas transformações que passamos, neste tempo, sendo quase impossível acompanhar sem ajuda tecnológica. O maior desafio, na minha opinião, é nos fazermos entender que muitas vezes não entendemos. Não por falta de conhecimento, mas sim por falta de compreensão do mais novo para o mais velho ou ainda do mais velho para o mais novo. É o conflito de gerações. Elas não se limitam em apenas diferenças do modo de vida. Vai muito além, pois o conflito está no “modus operandi”.

E esse rodeio todo, se é que me fiz entender, para minimamente tentar explicar o como é difícil pautar a revista com matérias relevantes, pertinentes e, principalmente, de fácil entendimento, fazendo com que dos “oito aos oitenta” sintam-se dentro do contexto abordado. Claro, com a ressalva de que “cada um no seu quadrado”. Não temos a compreensão de um jovem nascido e criado com a internet fazendo parte do mundo da mesma forma que o oxigênio. Algo imprescindível atualmente. Sou do tempo em que o telefone da casa tinha cadeado, a televisão com um celofane em cores degradês, cantava o Hino Nacional na escola, chamava as pessoas mais velhas de senhor e senhora e, por mais absurdo que pareça, usava-se neocid para matar piolhos (tentem imaginar colocar esse veneno na cabeças das crianças de hoje?). Fumar era charmoso, homossexualidade era tabu, homens proviam a casa, mulher cuidava do lar…

Pergunto: O quanto não compreendemos o que foi arraigado na mentalidade dessa geração? O quanto é difícil fazê-los entender que fumar faz mal para saúde, homossexualidade é orientação, não opção e homens e mulheres são igualmente responsáveis pelo lar, e pelo sustento? Faço essa reflexão quase como um pedido de socorro. Que sejamos tolerantes para com as divergências ideológicas; que o respeito prevaleça a arrogância do “sabe tudo, mas não entende nada”; Que usemos redes de dormir (valorizar coisas simples) .e não somente redes sociais; Que a família (seja ela nos moldes que for, pai e pai, mãe e mãe, pai e mãe, somente mãe, somente pai, avós…) seja nosso norte, valorizada e zelada como patrimônio pessoal e intransferível; Felicidade, bom humor, conhecimento, cultura, pensamento crítico, respeito, tolerância, resiliência, amizade, amor, coragem, equilíbrio, esperança, gentileza, honra, liberdade, paz. São tantos objetivos para conquistar que não podemos perder tempo com as pequenezas do caminho. Feliz Natal e que 2019 venha para brilhar, iluminar nossa Nação e nossas vidas. Este é o meu mais profundo desejo.

Sobre o autor

Carla Hirsch

Carla Hirsch

Sócia Proprietária e fundadora da Revista Flash VIP

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