DESTAQUE NEGÓCIOS E TECNOLOGIA

Debaixo do mesmo teto

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Para ampliar o comprometimento com o progresso local e transformar a região numa referência em desenvolvimento econômico e científico, a Universidade Comunitária da Região de Chapecó – Unochapecó, apresenta o Parque Científico e Tecnológico Chpaecó@. Concebido em parceria com o poder público e setor empresarial, o Chapecó@ nasce com a missão de potencializar o crescimento econômico, produzir e disseminar conhecimento, agregar valor à produção local e qualificar mão de obra. O parque irá proporcionar espaço para instalação de empresas, laboratórios, áreas para transferência tecnológica, ambiente para prestação de serviços e para apoio à gestão pública, além de área de locação para empresas e incubadas. A FV conversou com o Diretor de Inovação e Empreendedorismo da Unochapecó, o professor Rodrigo Barichello, sobre o que esperar do Chapecó@.

 Flash Vip: O Parque contará com uma grande estrutura, à disposição não apenas da universidade, mas das empresas da região, como apoio à gestão do conhecimento. de que forma o parque científico e tecnológico chapecó@ vem para agregar e fomentar essas iniciativas?

Rodrigo Barichello: Estão sendo criados 15 Centros de Inovação no estado de Santa Catarina. Cada região, com incentivo do Governo do Estado, recebeu um desses Centros e, aqui na região de Chapecó, a Universidade já vinha trabalhando nisso desde 2012. Então a Unochapecó, juntamente ao Poder Público, cedeu um espaço, próximo à Universidade, para instalar o Centro de Inovação Ledônio Migliorini – Prédio 1 do Parque Científico e Tecnológico Chapecó@.

Temos outras edificações sendo pensadas no Parque, portanto a tendência é que essa área, bairro Efapi, se torne uma grande região de tecnologia e inovação, tendo o Parque como um ponto de encontro que irá unir pesquisadores, empresas, estudantes, sociedade civil, Governo e vários setores produtivos da nossa região, se tornando uma central de soluções para quem busca inovação.

Quem precise de ajuda para tirar uma ideia do papel, pode buscar no Chapecó@ o auxílio para seguir uma trilha de desenvolvimento para ter o seu próprio negócio. Também demandas da sociedade, da indústria e das empresas, problemas que eles precisem resolver de produção e processos, podem vir até o Centro de Inovação e fazer essa junção da tríplice hélice (universidade, empresa e Governo) para ajudar a encontrar soluções. Iremos ajudar a desenvolver novas soluções, novas tecnologias e novos produtos.

FV: Há todo um movimento de startups na nossa região e é necessário desenvolver esse ecossistema, levando em consideração a nossa matriz econômica, que é o agronegócio. isso é algo com que o chapecó@ irá se preocupar.

RB: Chapecó é a segunda cidade do Brasil com o maior densidade de startups per capita. Isso mostra a vocação empreendedora que o município e a região possuem. O Parque Científico e Tecnológico tem três grandes pilares. O primeiro é ativar o ecossistema de inovação, com todas as entidades que aqui estão trabalhando, e fazer com que elas trabalhem em conjunto para dar celeridade à determinadas iniciativas presentes. O segundo ponto é gerar negócios inovadores. Temos uma matriz produtiva forte e queremos incrementar a economia, agregando valor aos produtos que estão sendo desenvolvidos aqui, melhorando todo o sistema produtivo. E o terceiro é criar uma cultura de inovação em empreendedorismo. Isso é fundamental. Ou seja, é mostrar para qualquer pessoa que ela pode inovar e empreender. Inovação não é apenas tecnologia, podem ser processos simples, que irão melhorar a vida das pessoas. Precisamos desmistificar um pouco que a parte de inovação diz respeito apenas à tecnologia, mas sim melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Claramente, uma das nossas grandes vocações é o agronegócio. Somos a Capital da Agroindústria e polo para vários municípios da região. Então essa é uma matriz econômica muito forte. As startups podem desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento, fortalecimento do agronegócio. E a região tem tudo para liderar o mercado de AgTechs. A intenção do Parque Tecnológico é abranger todas essas áreas. Tanto do agronegócio quanto da saúde, economia criativa e outras áreas que podem vir a ser beneficiadas pela estrutura.

FV: Por ser algo ligado à pesquisa e universidade, vocês irão incentivar muito o crescimento acadêmico. em alguns cursos, isso deve mudar até mesmo o foco de alguns cursos, para instigar os alunos a empreenderem?

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RB: Sim, e isso é bem importante. A operacionalização do Parque é através da Fundeste (Fundação Universitária do Desenvolvimento do Oeste), que é a mantenedora da Unochapecó. E temos nos posicionado como uma universidade empreendedora. A essência da Universidade é resolver os problemas locais, estar dentro da comunidade, e isso vem modificando matrizes curriculares.

Este ano instituímos o TCC Startup, que ao invés de optar pelo Trabalho de Conclusão de Curso tradicional, o aluno pode gerar uma solução prática para algum problema da sociedade. Há um caminho a ser seguido e, depois de terminado o TCC, eles podem desenvolver o projeto junto ao Parque Tecnológico e trazer essa solução, de fato, para a comunidade. Além disso, uma série de atividades já são desenvolvidas, podendo citar: VI Maratona de Inovação, Projeto Desbravador (Startups), Desafio do Conhecimento e Escola de Jovens Empreendedores.

FV: E qual a previsão para o parque estar ativo?

RB: A operacionalização do Chapecó@ será em 2020. Neste ano iremos finalizar a obra e a licitação de compra dos mobiliados, pela Prefeitura Municipal, juntamente com a Secretaria de Estado.

 

 

 

 

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