CULTURA E VARIEDADES DESTAQUE

Comitiva do bem

Arrecadação de fraldas gerátricas e lenços umedecidos para CCI (1)

O tradicionalismo à serviço da solidariedade e da inclusão. com o tema ‘sou tradicionalista, sou solidário’, prenda chapecoense lidera ações sociais pelo município.

Solidariedade, cidadania, comprometimento e voluntariado são alguns dos valores que o tradicionalista deve exercer na sua trajetória. Auxiliar o Estado na solução de problemas e no bem coletivo são atitudes que devem ser estimuladas dentro da entidade tradicionalista. “Devemos despertar nos membros, por meio de projetos sociais, a empatia”, destaca a jovem Andressa da Rosa Schein, 1ª Prenda Juvenil MTG-SC.

A atuação da Andressa iniciou em 2016, quando aceitou fazer parte do grupo Formigas do Bem, como mascote, engajada em arrecadar brinquedos, livros e jogos educativos para ala de tratamento de câncer no Hospital Infantil Augusta Muller Bohner. Em seguida, o desafio de envolver os companheiros da invernada mirim e juvenil da sua entidade em uma ação social coletiva na Apae de Chapecó, com apresentações artísticas. “A interação entre os participantes dos CTGs e os alunos da Apae são de extrema importância. Isso porque a dança, por si só, já faz os integrantes da Apae mais felizes e essa felicidade fica ainda maior quando recebem convidados que dançam e estão disponíveis à troca de carinho e atenção”, relata Cristiane Possa, Coordenadora Pedagógica da Apae Chapecó.

entregando livros ao PROGRAMA VIVER (1)

O Movimento Tradicionalista Gaúcho é norteado por uma Carta de Princípios com 29 artigos. Consta no artigo XXII que: devemos procurar penetrar e atuar nas instituições públicas e privadas, principalmente nos colégios e no seio do povo, buscar conquistas para o Movimento Tradicionalista Gaúcho a boa vontade de todas as classes e profissões. “Diante disso, é necessário que tradicionalistas se envolvam em atividades de cunho social, saindo dos galpões e mostrando preocupação com o grupo local onde estão inseridos”, afirma Andressa, orgulhosa do apoio de seu maior exemplo e incentivadora, sua mãe Thais.

O Programa Viver foi também escolhido para várias ações de repasse da história e folclore. Além da doação de livros para a biblioteca local. “Oportunizar vivências dos costumes da cultura gaúcha para nossas crianças e adolescentes é investir no crescimento intelectual e moral de cada uma delas. É uma tradição que preserva hábitos salutares, o respeito com o indivíduo, com a família e o amor pela sociedade. Resgatar a cultura gaúcha para nossas crianças é garantir que o universo delas seja ampliado junto com o despertar do amor e o respeito”, opina Elisiane Sanches, Assistente Social do Programa Viver.

turma do CTG 1 visita Apae (1)

 

Arrecadar dentro e fora da entidade tradicionalista, seja através de eventos ou por meio de grupos de WhatsApp, produtos de higiene pessoal e meias para o Hospital Regional do Oeste, ração de cachorros entregues ao Amparo Animal, fraldas geriátricas, lenços umedecidos e frutas doados ao Centro de Convivência dos Idosos (CCI). Essas arrecadações sempre foram fomentadas pela sociedade, que é muito solidária e atende aos pedidos. “Atividades como estas dos tradicionalistas proporcionam aos idosos uma convivência e interação social de modo geral”, destaca Gisella Vizzotto, Coordenadora do CCI.

Ampliando os recursos

Um grupo engajado para fazer a diferença na sociedade. Com esse objetivo foi criado a Comitiva do Bem, idealizado por Andressa e conta com a participação de jovens e adultos dos CTGs Índio Condá, Vaqueanos do Oeste, Herança Gaúcha e Coxilha Quero Quero. Entre as várias ações, a entrega de café da manhã aos moradores de rua está se destacando. Já foram quatro cafés solidário e uma experiência de almoço solidário. “Uma iniciativa diferenciada, que aguça a sensação de valores com um toque de amor”, avalia o declamador Waldir Borille.

Entregando ração à Amparo Animal (1)

 

Tradicionalista e voluntária na Comitiva do Bem, a professora Aline Padilha Benedet relata como uma experiência emocionante. “Para mim e minha família, a cada novo encontro e a cada nova ação, aprendemos como tudo isso é gratificante, contribuir com esse projeto faz bem para a alma e para o coração! Que essas ações sirvam de inspiração para novos parceiros em prol da partilha, da solidariedade”.

Já para a tradicionalista Fátima Siqueira, voluntária na Comitiva do Bem, a participação dos jovens é de enorme relevância, pois promovem no meio do povo uma retomada de consciência dos valores morais. “Com esse engajamento, o jovem eleva seu senso de responsabilidade com as pessoas em vulnerabilidade na nossa sociedade. Compreendendo que é através de atitudes que promovemos o bem comum”, finaliza.

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