CULTURA E VARIEDADES

Back and Forth

trilha

O que se faz após atingir o auge, de conquistar tudo o que muitos sequer imaginariam poder conseguir? Deitaria em berço esplêndido e viveria eternamente dos louros de outrora? Ou após breve comemoração, arregaçaria as mangas e começaria tudo de novo?

Pois bem, o Fioo Fighters, após seis álbuns de estúdio, um disco ao vivo acústico e lotar duas apresentações no mítico estádio de Wembley em apresentações antológicas (que viraram DVD), resolveu lançar um novo disco, Wasting Light. Da ideia de um novo álbum que seria gravado de sua garagem com equipamento analógico, surgiu a ideia de se fazer um registro dessa nova etapa.

E se o trabalho seria num momento histórico da banda, com a gravação do disco com equipamento analógico para se resgatar a autenticidade do som, não seria a hora de contar a história da banda? Dessa premissa surgiu o documentário Back and Forth, relatando a trajetória da banda, os bastidores da gravação do novo álbum, Wasting Light, e a performance exclusiva das faixas do novo material discográfico. Tudo começa com o fim do Nirvana. Sim, o Nirvana é uma peça importante na vida artística e musical de Dave Grohl (vocalista e alma do Foo Fighters). O filme passa pelo recrutamento e diversas formações, com várias entrevistas com os atuais membros da banda, ex-membros William Goldsmith e Franz Stahl, e o produtor Butch Vig.

O DVD contém imagens históricas e inéditas, trechos de shows, gravações, etc. O documentário traz os bons e maus momentos da banda, desde o inicio, prêmios, crises, momentos em que quase se perderam, pausas e reflexões, ou seja, todas as idas e vindas do grupo. No entanto, todo o documentário funciona quase que como um prefácio para o registro do novo disco, tanto que se poderia dividir o DVD em dois capítulos: historia e gravação de Wasting Light. Além de muito bem produzido, o documentário é extremamente cativante, porque, ao contrario dos grandes ícones do Rock ‘n Roll, que tentam passar uma imagem de incompreendidos, de gênios, de todos os tipos de excentricidades, Dave Grohl se mostra gente como a gente, alguém que tem família, trabalho (banda), que sofre, que ri e que também gosta de se divertir.

A impressão que dá ao assistir o DVD é que estamos sentados escutando a história daquele amigo da escola que teve uma banda e tocou por aí, e não um documentário sobre uma grande banda de rock. É inegável a vontade de ouvir ininterruptamente todos os discos da banda depois de assistir ao filme. Não bastasse o registro histórico, o documentário ganhou, em 2012, um Grammy Award na categoria Melhor Longa de Videoclipe. Fica aí a minha dica para essa edição. Baixe, assista e depois, se for o caso, critique.

Fil Souza: Advogado, músico amador apreciador de um bom e velho disco

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